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11/12/2006
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Índio Caçador
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Sua posição é a mesma desde 1939, aguarda a caça que nunca vem, mirando sua atenção para a Praça da República; fixo, inerte, com as veias do braço saltadas tamanho o esforço empreendido. É o sangue quente correndo num corpo de bronze.
Os arredores mudaram tanto desde sua chegada, conturbado processo que vem transferir uma nova leitura à seu olhar, de pleno bravio, à temeroso incerto.
Já lhe desrespeitaram tanto, lhe ignoraram tantas vezes, que tal atualização é plenamente válida, e por quê não, aceitável; sobre um pichado pedestal de granito, a obra de João Batista Ferri encontra-se no início da Avenida Vieira de Carvalho, próximo da Praça da República.
Marcadores: Centro, cotidiano, monumentos, República, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 01:00 | permalink |
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02/11/2006
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Desculpe-nos Sr. Julio
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Desculpe Sr. Julio Mesquita, eu tenho certeza de que, quando "o povo de São Paulo" ergueu essa pequena homenagem junto da Biblioteca Mário de Andrade, defronte ao prédio do atual Hotel Jaraguá, onde funcionou a sede do jornal O Estado de S. Paulo - que o senhor pode dirigir por décadas - não se tinha em mente ver sua imagem marcada por uma bala na testa.
Meus sinceros pedidos de desculpas, pela ação de algum alienado ignorante.
Marcadores: abandono, Centro, flagrantes, monumentos, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 06:10 | permalink |
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25/10/2006
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Largo da Memória
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Para minimamente tentar ilustrar o quanto é valioso o Largo da Memória para a memória (desculpe pelo trocadilho) urbana, irei reproduzir abaixo o texto de autoria de Luís Soares de Camargo, que consta no painel exiplicativo que encontra-se junto das escadarias que dão acesso ao chafariz e ao obelisco.
"O Largo da Memória ou a Ladeira da Memória, era no princípio, o início da 'Rua da Palha' (atual Sete de Abril) localizada no antigo bairro do Piques. Para transpor o Ribeirão Anhangabaú, existia na sua baixada a 'Ponte 7 de Abril'. Local muito tradicional na cidade, era nessa ladeira que se localizava o antigo Mercado de Escravos de São Paulo, cujo barracão ficava onde hoje está a Estação Anhangabaú do Metrô.
A denominação 'Memória', por sua vez, lembra o governo provisório de São Paulo (21/08/1813 a 08/12/1814) composto pelo Bispo D. Mateus de Abreu Pereira, Ouvidor D. Nuno Eugênio de Lossio e pelo Chefe de Esquadra Miguel José de Oliveira Pinto. Foi por ordem desse governo que o Engenheiro Daniel Pedro Muller iniciou a construção da chamada estrada do Piques e outros melhoramentos no local. Em 'memória' deses empreendimentos, bem como do próprio governo (antigamente quando se dizia 'em memória de...' queria se dizer 'em homenagem a...') foi erguido um monumento em forma de pirâmide (ou obelisco) de pedra que ainda existe no local e que é considerado o monumento mais antigo de São Paulo. Também ali foi construído um chafariz denominado como 'Chafariz da Memória'. Conhecido desde então como 'Largo da Memória', este nome se estendeu à ladeira que o margeava.
No ano de 1876 o largo passou por uma grande reforma, embora seu aspecto permanecesse inalterado até sofrer o tratamento que lhe deu o arquiteto Victor Debugras, auxiliado pelo pintor José Wasth Rodrigues (autor do painel histórico em azulejos), por encomenda do então prefeito Washington Luís Pereira de Souza."
São quatro as considerações que posso fazer para aqueles que analisam pela primeira vez o Largo.
Primeiro: diz respeito a sua localização geográfica; nos primórdios, o local servia de ponto de encontro para tropeiros que chegavam à cidade pela Estrada de Sorocaba (atual Rua da Consolação); suas posição foi estratégicamente pensada.
Segundo: se refere ao obelisco - o monumento mais antigo da cidade, inaugurado em 12 de outubro de 1814 (192 anos completos há duas semanas); era ponto de referência na cidade.
Terceiro: está relacionada ao pórtico, ao chafariz, escadarias e paredes azulejadas pintadas a mão - benfeitorias realizadas por toda a ladeira para a comemoração do centenário da Independencia do Brasil, em 1922; o local servia para encontro para intelectuais durante os anos 20 e 30.
Quarto: se dá aos altos e baixos em sua conservação; todo o largo foi recentemente reformado, mas já conta com peças cobertas pelas pretas letras vindas de um infeliz spray.
Marcadores: Anhangabaú, Centro, Consolação, monumentos, patrimônio histórico, século XIX
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| Publicado por Adriano Vieland às 11:27 | permalink |
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03/10/2006
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Mosaico marroquino
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É impossível não notar a grandiosidade da Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo, com sua cúpula dourada, quando se cruza a Rua Vergueiro (altura do número 1515), nas proximidades da estação Paraíso do Metrô.
Porém se faz timidamente presente, bem a sua frente, cercada e sob árvores numa pequena praça - servindo de abrigo para moradores de rua - um monumento cujo placas explicativas, sujas e deterioradas, impedem a identificação de autoria, construção, etc., mas onde pode-se contemplar um belíssimo mosaico composto de pedras coloridas, talvez único na cidade.
Questionava o por quê de a Catedral não conservar tal monumento; pesquisei, entrei em contato e descobri que na realidade, apesar de sua localização, o monumento nada tem a ver a igreja ou a religião ortodoxa; na realidade trata-se de uma obra inacabada - deveria ser uma fonte d'água, um chafariz - que homenageia um rei do Marrocos.
Marcadores: abandono, monumentos, Morrocos, mosaico, Paraíso, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 08:36 | permalink |
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02/10/2006
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Glória imortal
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Não é necessário ser uma pessoa detalhista ou atenciosa para encontrar o monumento "Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo", afinal ele, de maneira imponente, se faz presente no Pátio do Colégio, ou se preferir, "Pateo do Collegio", local onde tudo começou, onde a metrópole nasceu, e que não por acaso, foi escolhido como tema deste primeiro post.
O monumento é de autoria do italiano Amadeu Zani (1869 - 1944), e conforme os dizeres de sua surrada placa explicativa, homenageia os primeiros habitantes da cidade: índios, padres jesuítas e portugueses. A implantação do monumento naquele local reforça a idéia do "Pateo" como o berço da cidade.
As peças em bronze, que compõem o monumento, foram fundidas na Itália, em 1913. No entando, a montagem e inauguração da obra ocorreram somente em 1925.
Marcadores: Centro, monumentos, Pátio do Colégio, patrimônio histórico, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 09:41 | permalink |
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