panoramasãopaulo
Nossa paulicéia: retratos, retalhos...
28/01/2007
O painel do Triângulo
O painel de pastilhas, de Di Cavalcanti, no Edifício Triângulo, por Adriano Vieland

No cruzamento das ruas José Bonifácio e Quintino Bocaiuva, o Edifício Triângulo, primeiro prédio modernista da cidade - projetado por Niemeyer - guarda um verdadeiro tesouro, que precisa, urgentemente de restauro.

Aos remendos, na entrada principal do prédio, um belo painel de pastilhas de Di Cavalcanti. Ele pede socorro.


 

Marcadores: , , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 20:39 | permalink | compartilhar
26/01/2007
Underground
A entrada da passagem subterrânea para os baixos do Viaduto do Chá, da Praça Ramos de Azevedo, por Adriano Vieland

A entrada - infelizmente abandonada - da, atualmente lacrada, passagem subterrânea da Praça Ramos de Azevedo, para os baixos do Viaduto do Chá. Quanto bom uso poderia ser aplicado. Desperdício e desrespeito.


 

Marcadores: , ,

Publicado por Adriano Vieland às 23:44 | permalink | compartilhar
19/01/2007
Mercúrio e o "treme-treme"
Os edifícios Mercúrio e São Vito, por Adriano Vieland

Um dia tumultuado e cheio de imprevistos fizeram com que o post de ontem, só entrasse hoje no ar. Meus mais sinceros pedidos de desculpas.

Gigantes siameses perdidos junto a margem do Tamanduateí, de frente para o Mercadão: o ainda habitado, e decadente, edifício Mercúrio e o desocupado São Vito - o "treme-treme" - de 1959, que outrora chegou a abrigar 3 mil moradores em suas complexas e pouco amistosas dependências.


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 11:51 | permalink | compartilhar
13/01/2007
Daquele anno
Casarão abandonado na rua Florêncio de Abreu, por Adriano Vieland

Na altura do número 217 da rua Florêncio de Abreu, o incontestável abandono de um casarão de belos traços - fortes, marcantes... e infelizmente ignorados.

Entre vidraças quebradas e tijolos aparentes, o valor do tesouro, que pode ser calculado através da marcação "Anno MDCCCXCII" - 1892 - exibida em seu frontão.


 

Marcadores: , ,

Publicado por Adriano Vieland às 11:10 | permalink | compartilhar
02/01/2007
E qual é a solução?
Detalhe a surrada viga de sustentação do viaduto da rua Florêncio de Abreu, por Adriano Vieland

O Viaduto Florêncio de Abreu foi inaugurado em 1929 em substituição a uma antiga ponte que cortava um trecho do Rio Anhangabaú, hoje canalizado sob a rua Carlos de Souza Nazareth; são 15 metros de comprimento por 14 de largura, somando 1,80 dos "passeios" laterais.

Como a própria descrição técnica pesquisada aponta, trata-se de uma obra composta por uma "grelha" metálica, de perfis metálicos, unidos por rebites; fabuloso mas, termos técnicos a parte, a visão que temos da parte inferior desse viaduto - um dos históricos no Centro da cidade - é algo que beira o desesperador.

O tráfego de veículos de grande porte - alguns que visivelmente eram maiores que os 3,8 metros indicados como limite pelas placas de sinalização - danificou boa parte de sua estrutura, especificamente, sua viga principal, tornando a construção totalmente comprometida; ações de prevenção não são visíveis - pelo menos é o que percebemos numa breve visita ao local - sugerindo o abandono, e causando enorme desconforto para aquele que, nem que seja por acaso, o observa.

Pesquisando a respeito, foi obtida uma informação - a fonte não é confiável, pelo menos por enquanto; existe um impedimento quanto a reforma desse viaduto pois como a região foi tombada pelo patrimônio histórico, torna-se obrigatório o uso de rebites originais - da década de 20 - o que vem a tornar toda e qualquer tentativa de reforma algo bem complexo.

Por isso, deixo aqui minha pergunta: E aí, qual é a solução?


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 10:33 | permalink | compartilhar
22/12/2006
Sacada
Fachada integrante do conjunto entre os números 87 e 103, na Rua São Bento, por Adriano Vieland

Fachada integrante do conjunto que vai do número 87 ao 103 da Rua São Bento; as salas, no térreo, são de uso diversificado (produtos ortopédicos, anabolizantes, gravatas, etc.), descaracterizando em parte o prédio; as fachadas encontram-se carentes de um restauro, infelizmente.

Sem mais informações a respeito dessa bela construção, fico apenas na torcida (que sonho), para que o foco às ações de proteção volte-se também para construções desse tipo, testemunhas esquecidas da paulicéia, que apenas resistem, em pleno triângulo histórico.


 

Marcadores: ,

Publicado por Adriano Vieland às 01:00 | permalink | compartilhar
19/12/2006
Edição extra: Casarão da Av. Liberdade
Imagem comparativa demonstrando como era a fachada, por Adriano Vieland, em imagem mesclada com reprodução de vídeo

Acima, uma foto que estava programada para ser levada "ao ar" no Panorama São Paulo, em janeiro do próximo ano, tive que adiantar.

Na madrugada da sexta para o sábado passado, 16 de dezembro, recebi com muito pesar a informação que um casarão histórico, na Avenida Liberdade, havia desabado. É triste ver mais uma testemunha de nossa história se perder, para sempre. Talvez tenha desistido de suplicar por ajuda, e ignorado a décadas, resolveu ruir... seguir seu caminho.

Obviamente menos preocupado com a não existência de vítimas graves, passei para um trabalho rápido de pesquisa em sites e jornais, para descobrir qual foi o casarão, uma vez que não tinha como me deslocar até o local, quando para minha surpresa me deparei, através de um link enviado pelo grupo PreservaSP, com um vídeo de uma matéria relacionada ao ocorrido, do programa SPTV Primeira Edição, da Rede Globo.

Minha suspeita se concretizava, era justamente o pobre casarão que tinha em mente; por uma incrível coincidência, admirado com sua beleza, e triste com seu abandono, no último dia 24 de setembro, durante uma saída fotográfica, havia registrado uma foto da fachada do casarão; é especificamente o trecho que veio a desabar. Talvez seja a última imagem dessa histórica fachada...

Veja abaixo as fotos comparativas, entre a imagem captada do vídeo, e minha fotografia.

Imagem comparativa demonstrando como era a fachada, por Adriano Vieland, em imagem mesclada com reprodução de vídeo


 

Marcadores: , , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 16:07 | permalink | compartilhar
27/11/2006
Capela dos Aflitos
A sufocada capela no Beco dos Aflitos, na Liberdade, por Adriano Vieland

Solitária, esquecida, escondida; uma construção ímpar, exemplo único na megalópole, templo de inimaginável valor para nossa violentada memória urbana, é um delicado suspiro em busca de resistência. Situada num dos poucos becos aqui ainda existentes, se faz presente desde 1774 a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, ou simplesmente, a tímida "Capela dos Aflitos".

Sua origem está ligada ao Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público da cidade, e que era voltado ao sepultamento dos menos favorecidos, como pobres, indigentes, escravos e muitos dos que foram, entre os séculos XVIII e XIX, sentenciados à forca; o local das execuções ficava bem próximo, a poucos metros, no Largo da Forca, atual Praça da Liberdade.

Dentre os sentenciados, o mais famoso foi Francisco José das Chagas - "Chaguinhas", como era conhecido; sua morte, em 1821, causou comoção junto a opinião pública da época, pois durante sua execução, foi somente na terceira tentativa que a corda resistiu, não se partindo.

A fé daqueles que acompanhavam as tentativas foi posta a prova, e muitos protestaram a favor do condenado, gritando que as cordas arrebentadas nas duas primeiras tentativas eram mensagens de Deus contra a execução imposta pelos homens. Gritavam por "liberdade". O fato criou um sentimento de misticismo envolvendo o local da forca, e de devoção em torno de Chaguinhas.

Com a inauguração do Cemitério da Consolação, em 1858, o Cemitério dos Aflitos foi desativado, e mesmo sob protestos, seu terreno foi loteado, sendo conservado somente o local onde se tem o beco. Tal loteamente permitiu a construção de diversos prédios, que vieram a sufocar a capela, que a partir de então sofreu, não apenas com o esquecimento, mas com diversas má sucedidas tentativas de reforma, causando em parte sua descaracterização.

Ainda que com um aspecto beirando a degradação, num local pouco iluminado, claustrofóbico, abriga tesouros, como um raro sacrário do início do século XVIII, e uma imagem de Santo Antônio de Categeró.

Seria uma atitude digna elevar a importância da capela, restaurando-a, e talvez construindo algum tipo de jardim ou boulevard por toda a extensão do beco, com a finalidade de se evitar a entrada de veículos - é horrível constatar que a rua serve de estacionamento durante os finais de semana, e tem sua via convertida em muitas oportunidades à banheiro público.


 

Marcadores: , , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 10:44 | permalink | compartilhar
14/11/2006
Ferro
Foto do monumento desconhecido, abandonado, diante da estação Anhangabaú do metrô, por Adriano Vieland

É bem improvável que das milhares de pessoas que circulam diariamente pelas proximidades da estação Anhangabaú do metrô, alguém não testemunhe o surgimento de um belo sinal de interrrogação flutuando suavemente sobre a cabeça ao cruzar com esse "belo exemplar" de barra de ferro brotando do chão, na calçada.

Seria um monumento? Resto de obra? Um indecifrável placa de indicação acusa a primeira alternativa, mas o estado de degradação e abandono da mesma pode ter transformado uma singela homenagem em um presenciável entulho. Triste, mas essa é a conclusão.

Pesquisando a respeito não encontrei nada. Autor? Data de inauguração? Motivo? Se alguém puder ajudar com as informações, eu agradeço; se alguém puder ajudar o pobre monumento, nossa memória será eternamente grata, ou pelo menos até o próximo pobre infeliz resolver transformá-lo no painel de sua ignorância.


 

Marcadores: , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 16:25 | permalink | compartilhar
13/11/2006
Dumont-Adams
Fachada do abandonado Edifício Dumont-Adams, na Avenida Paulista, 1510, por Adriano Vieland

Triste Edifício Dumont-Adams, triste esquina, Avenida Paulista com Professor Otávio Mendes, local alvo de projetos ambiciosos que foram discutidos até a exaustão - e vetados - como a construção de uma torre-mirante que integraria o conjunto do vizinho famoso, o MASP.

Ignorado por muitos, inclusive "cultos" formadores e distribuidores de informação (leia-se "interessados de alguma forma em ganhar dinheiro com a degradação de nossa história, a favor do canibalismo arquitetônico contra nossa memória urbana"), é um pobre abandonado, simplesmente apenas um outro pobre figurante abandonado em nossa paulicéia.

As idéias deveriam ser outras; não é rentável reformar o edifício? Revitalizá-lo? A Paulista não é um local agradável para uma empresa se instalar? Ninguém gostaria de morar em local tão bem localizado? Duvido. Por que então não apenas reformá-lo? Por que não transformá-lo num centro cultural? Num centro de formação? Faculdade? Biblioteca? Escola de arte? Hotel?

Por que optar simplesmente pelo abandono?


 

Marcadores: , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 10:49 | permalink | compartilhar
02/11/2006
Desculpe-nos Sr. Julio
Flagrante do munumento homenageando o jornalista Julio Mesquita, marcado por uma bala, por Adriano Vieland

Desculpe Sr. Julio Mesquita, eu tenho certeza de que, quando "o povo de São Paulo" ergueu essa pequena homenagem junto da Biblioteca Mário de Andrade, defronte ao prédio do atual Hotel Jaraguá, onde funcionou a sede do jornal O Estado de S. Paulo - que o senhor pode dirigir por décadas - não se tinha em mente ver sua imagem marcada por uma bala na testa.

Meus sinceros pedidos de desculpas, pela ação de algum alienado ignorante.


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 06:10 | permalink | compartilhar
21/10/2006
Trois, deux, un
No conjunto de prédios na Avenida Liberdade, junto do Viaduto Guilherme de Almeida, o flagrante de dois prédios reformados e um abandonado - triste desentendimento, por Adriano Vieland

Por que dois e não três? Questionamentos a parte, o que pelo menos a imagem demonstra é o quanto pode ser interessante uma boa avaliação e estudo de uso de um prédio antes de simplesmente decidir por sua demolição - para dar espaço, geralmente, à um amplo e ventilado estacionamento - ou simplesmente legar seu passado ao abandono. Borracha na memória.

No conjunto de três prédios localizados na Avenida Liberdade, junto do Viaduto Guilherme de Almeida, dois foram devidamente reformados e servem como estabelecimentos comerciais, porém, como pode-se notar sem grande esforço, o prédio central não mereceu a mesma atenção ou interesse; o pobre e triste pato-feio da história dos três siameses demonstra o estado de degeneração em que todo o conjunto poderia se encontrar.

É por esse motivo que novamente pergunto: Por que dois e não três? Se alguém souber, por favor, sinta-se a vontade de me informar.


 

Marcadores: , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 08:15 | permalink | compartilhar
17/10/2006
Paraíso torto
Destaque para a placa indicando a Rua do Paraíso, sob a parede pixada, na esquina com a Rua Vergueiro, por Adriano Vieland

Está na Paulista? Na Praça Oswaldo Cruz? Na Bernardino de Campos? Com as bençãos da Nossa Senhora do Paraíso e de Santa Generosa, siga seus orientados passos como quem deseja atingir a Aclimação. Nada de pressa, pois todo o entorno já se encarrega de fazer isso por você.

A linha é reta, o caminho é simples; cruze os dedos, cruze o viaduto sobre a Vinte e Três. Pouco fôlego, poucos passos: pronto, este é o Paraíso (?). Questionamento ou conclusão? Paraíso? Talvez em outro instante; hoje o que se testemunha é mais uma pobre vítima do esquecimento. Nossa caótica amnésia urbana.

A certeza vem, de leve, tentar nos pregar uma nova peça, mas está lá, com letras brancas, gélidas, em caixa alta, sobre a placa azul-marinho feita de metal. Enraizada sobre o barro queimado dos tijolos, a placa é explícita, curta e grossa no discurso: é a Rua do Paraíso.

Servindo de "suporte à placa", a construção da esquina com a Rua Vergueiro, sem mais informações, talvez seja contemporânea dos tempos em que ali cruzavam bondes, ou de quando ali, fundações para a construção da estação de metrô foram realizadas.

É uma outra parede de tijolos, tristes, maltratados, tatuados com os indecifraveis códigos riscados com o spray de tinta preta, mas que mesmo assim nos faz questão de lembrar que ali, ali é o caminho, é a Rua do Paraíso.


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 10:57 | permalink | compartilhar
16/10/2006
Shuhei Uetsuka
Destaque para a estátua de Shuhei Uetsuka, pioneiro da Imigração Japonesa, localizada no Largo da Pólvora, por Adriano Vieland

A estátua de Shuhei Uetsuka é uma homenagem da colônia Nipo-Brasileira ao pioneiro da Imigração Japonesa; ela se encontra no Largo da Pólvora, situado na Avenida Liberdade, próximo do prédio da FECAP. Dados históricos-culturais relacionados ao referido largo simplesmente ficam em segundo plano se analisarmos seu atual estado de conservação.

A situação na qual se encontra o largo, que poderia ser um belíssimo exemplar de praça em estilo oriental, é desesperadora, triste, lamentável e vergonhosa; um soco no estômago, capaz de acabar com qualquer passeio de manhã de domingo, e certamente não-incluído em qualquer programação de city-tour oferecido por agências de turismo na capital.

A água que deveria estar presente nos espaços reservados aos lagos para carpas - também inexistentes - foi devidamente substituída por poças de urina e água podre, onde as mais diversas espécies de larvas de mosquito tem a chance de se desenvolver e as ratazanas de se banhar; nos jardins, a presença marcante não é a do corte simétrico, a perfeita geometria oriental, e sim do capim, que cresce de forma desordenada.

Por de trás da falsa proteção das grades sujas que cercam o largo, e fazendo a decadente companhia ao velho Shuhei, o descaso desconcertante do lixo; incontáveis caixinhas vazias e maços amassados de cigarro, bitucas amareladas, garrafas quebradas, sacos de lixo, garrafas pet, embalagens do mais variados tipos e tamanhos, restos de madeira, excrementos, papelão e lata velha; soa de maneira patética a trancafiada presença de cestos direcionados à campanha seletiva de lixo; reciclada deveria ser a vergonha de cada um que passa e se contenta com o atual e surrado Largo da Pólvora; triste a companhia de um pioneiro homenageado. Quem deveria estar ao lado dele? É merecido esse destino? Salvem o Largo da Pólvora.


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 11:02 | permalink | compartilhar
14/10/2006
Galho, parede e janela
Flagrante do galho de árvore atravessando as janelas das ruínas da Escola Estadual Campos Sales, na Rua São Joaquim, por Adriano Vieland

Não é todo o dia que nos deparamos com uma cena dessas: o galho cumprimenta as paredes, pede licença, e entra pela janela, mas faz visita rápida, fugindo pelo outro lado.

Trata-se das ruínas da Escola Estadual Campos Sales, na Rua São Joaquim, 288, na Liberdade. Projetada em 1911 pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Bianchi, o edifício, tombado como Patrimônio do Estado, foi abandonado em 1992, após um incendio.

Um providencial restauro está programado para breve, de forma que a partir de 2008, ano do Centenário da Imigração Japonesa, o local passe a servir às atividades culturais do Instituto Manabu Mabe. É torcer para ver, o uso e re-conversão de um espaço abandonado à cultura.


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 00:20 | permalink | compartilhar
09/10/2006
Aflita suzurantõ
Detalhe do descuido presente nas tradicionais lanternas suzurantõ no bairro da Liberdade, por Adriano Vieland

No final da década de 60, graças à uma iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro oriental de São Paulo passou por uma grande transformação, recebendo sua tradicional decoração inspirada nos traços arquitetônicos japoneses, fortemente destacada pelas lanternas suzurantõ.

Ícones culturais da metrópole, as lanternas cobrem boa parte das ruas do bairro da Liberdade, porém, é triste constatar que essa bela homenagem à nação japonesa encontra-se tão surrada e esquecida em alguns locais, como no Beco dos Aflitos, onde foi tirada essa foto.


 

Marcadores: , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 08:22 | permalink | compartilhar
03/10/2006
Mosaico marroquino
Parte do mosaico presente no monumento em homenagem a um rei do Marrocos, diante da Catedral Metropolitana Ortodoxa, por Adriano Vieland

É impossível não notar a grandiosidade da Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo, com sua cúpula dourada, quando se cruza a Rua Vergueiro (altura do número 1515), nas proximidades da estação Paraíso do Metrô.

Porém se faz timidamente presente, bem a sua frente, cercada e sob árvores numa pequena praça - servindo de abrigo para moradores de rua - um monumento cujo placas explicativas, sujas e deterioradas, impedem a identificação de autoria, construção, etc., mas onde pode-se contemplar um belíssimo mosaico composto de pedras coloridas, talvez único na cidade.

Questionava o por quê de a Catedral não conservar tal monumento; pesquisei, entrei em contato e descobri que na realidade, apesar de sua localização, o monumento nada tem a ver a igreja ou a religião ortodoxa; na realidade trata-se de uma obra inacabada - deveria ser uma fonte d'água, um chafariz - que homenageia um rei do Marrocos.


 

Marcadores: , , , , ,

Publicado por Adriano Vieland às 08:36 | permalink | compartilhar
I power Blogger topo