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07/02/2007
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O altar
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No Pateo, ao lado da parede histórica, um altar, simples, porém com uma vista invejável de boa parte da várza do Tamanduateí.
Nele, o Papa João Paulo II celebrou no Brasil, em julho de 1980, a primeira missa após a beatificação do Padre José de Anchieta.
Marcadores: Centro, curiosidades, Pátio do Colégio, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 15:18 | permalink |
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27/11/2006
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Capela dos Aflitos
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Solitária, esquecida, escondida; uma construção ímpar, exemplo único na megalópole, templo de inimaginável valor para nossa violentada memória urbana, é um delicado suspiro em busca de resistência. Situada num dos poucos becos aqui ainda existentes, se faz presente desde 1774 a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, ou simplesmente, a tímida "Capela dos Aflitos".
Sua origem está ligada ao Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público da cidade, e que era voltado ao sepultamento dos menos favorecidos, como pobres, indigentes, escravos e muitos dos que foram, entre os séculos XVIII e XIX, sentenciados à forca; o local das execuções ficava bem próximo, a poucos metros, no Largo da Forca, atual Praça da Liberdade.
Dentre os sentenciados, o mais famoso foi Francisco José das Chagas - "Chaguinhas", como era conhecido; sua morte, em 1821, causou comoção junto a opinião pública da época, pois durante sua execução, foi somente na terceira tentativa que a corda resistiu, não se partindo.
A fé daqueles que acompanhavam as tentativas foi posta a prova, e muitos protestaram a favor do condenado, gritando que as cordas arrebentadas nas duas primeiras tentativas eram mensagens de Deus contra a execução imposta pelos homens. Gritavam por "liberdade". O fato criou um sentimento de misticismo envolvendo o local da forca, e de devoção em torno de Chaguinhas.
Com a inauguração do Cemitério da Consolação, em 1858, o Cemitério dos Aflitos foi desativado, e mesmo sob protestos, seu terreno foi loteado, sendo conservado somente o local onde se tem o beco. Tal loteamente permitiu a construção de diversos prédios, que vieram a sufocar a capela, que a partir de então sofreu, não apenas com o esquecimento, mas com diversas má sucedidas tentativas de reforma, causando em parte sua descaracterização.
Ainda que com um aspecto beirando a degradação, num local pouco iluminado, claustrofóbico, abriga tesouros, como um raro sacrário do início do século XVIII, e uma imagem de Santo Antônio de Categeró.
Seria uma atitude digna elevar a importância da capela, restaurando-a, e talvez construindo algum tipo de jardim ou boulevard por toda a extensão do beco, com a finalidade de se evitar a entrada de veículos - é horrível constatar que a rua serve de estacionamento durante os finais de semana, e tem sua via convertida em muitas oportunidades à banheiro público.
Marcadores: abandono, Centro, curiosidades, igrejas, Liberdade, século XVIII
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| Publicado por Adriano Vieland às 10:44 | permalink |
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08/11/2006
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São Bento e as marcas de bala
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Em novembro de 2000, durante uma reportagem num ótimo - e infelizmente extinto - programa de televisão, o monge designado a acompanhar a apresentadora durante seu passeio ao Mosteiro de São Bento, enquanto cedia diversas informações relacionadas ao histórico, mobiliário, relíquias, ambientes e rituais, cedeu uma informação, corrida e sem muitos detalhes, que talvez até tenha passado despercebido por parte dos telespectadores naquele momento, mas que ficou guardada em meu pensamento, alimentando sileciosamente meu fértil terreno imaginário.
Num certo momento o monge, buscando demonstrar a importância, não apenas da ordem, mas também do atual conjunto para a cidade, como testemunha das mudanças ocorridas nos últimos 400 anos, informou que o mosteiro guardava em suas paredes marcas de bala durante um ataque ocorrido na década de 20.
Adormecida, essa lembrança ganhou força após uma visita feita alguns meses atrás, durante um passeio fotográfico numa manhã de sábado, ao largo; saíndo da estação de metrô, subi as escadas no sentido de quem vai para o Viaduto Santa Ifigênia e me deparei com a parede lateral do Colégio São Bento - anexo a basílica - onde identifiquei, na face voltada para o referido viaduto, bem próximo do muro que cerca o conjunto, algumas perfurações na parede.
Sem a certeza de que esses furos fossem os mesmos furos citados durante a entrevista, fiz apenas uma imagem - a que ilustra esse texto; voltei para casa e procurei entre minhas anotações e livros, informações a respeito. Não obtive sucesso. Fiz buscas na internet, e idem.
Resolvi então entrar em contato, através do endereço de e-mail que encontrei no site do Colégio São Bento, e eis que para minha surpresa, algumas semanas depois, recebo a resposta vinda do Prof. Dr. D. Carlos Eduardo Uchôa Fagundes Jr., OBS, reitor do Colégio e Faculdade de São Bento.
Ela confirmava minha suspeita, era essa mesmo a parede, e ainda complementou as informações, repassando que foi durante um ataque das tropas do General Isidoro Dias Lopes à cidade, ocorrido em 1924, que os muros ficaram marcados.
Testemunha de um episódio ocorrido a mais de 80 anos, a parede perfurada está lá, visível, para todos os interessados. Muito obrigado Prof. Dr. D. Carlos Eduardo Uchôa Fagundes Jr., pelas considerações e informações enviadas.
Marcadores: Centro, curiosidades, Largo de São Bento, Mosteiro de São Bento
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| Publicado por Adriano Vieland às 11:56 | permalink |
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14/10/2006
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Galho, parede e janela
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Não é todo o dia que nos deparamos com uma cena dessas: o galho cumprimenta as paredes, pede licença, e entra pela janela, mas faz visita rápida, fugindo pelo outro lado.
Trata-se das ruínas da Escola Estadual Campos Sales, na Rua São Joaquim, 288, na Liberdade. Projetada em 1911 pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Bianchi, o edifício, tombado como Patrimônio do Estado, foi abandonado em 1992, após um incendio.
Um providencial restauro está programado para breve, de forma que a partir de 2008, ano do Centenário da Imigração Japonesa, o local passe a servir às atividades culturais do Instituto Manabu Mabe. É torcer para ver, o uso e re-conversão de um espaço abandonado à cultura.
Marcadores: abandono, Centro, curiosidades, Liberdade, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 00:20 | permalink |
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08/10/2006
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Asfáltica
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Uma teia, um emaranhado pavimentado, indefinido, e boa parte das vezes, maltratado; o automóvel chegou a São Paulo no início do século XX, mas foi em 1919, quando a Ford Motor Company instala sua primeira linha de montagem na rua Florêncio de Abreu (eram apenas 12 funcionarios dedicados à montagem do clássico Ford Bigode a partir de peças importadas) que o setor passa a "progredir"; desse artesanal início, passam-se décadas de ascensão manca, paralelamente exigindo a implantação de vias de transito.
A capital conta com aproximadamente 16 mil quilômetros de vias pavimentadas, em sua maior parte, asfaltadas, por onde circulam - caoticamente - cerca de 5 milhões de veículos (25% da frota nacional).
Marcadores: curiosidades, século XX, trânsito
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| Publicado por Adriano Vieland às 07:00 | permalink |
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