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24/01/2007
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Catedral Grego-Melquita Católica do Brasil
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Tímida, situada na "confluência" das ruas do Bernardino de Campos e do Paraíso encontra-se a antiga Catedral de Nossa Senhora do Paraíso, atual Catedral Grego-Melquita Católica do Brasil.
Projetada por Benedito Calixto de Jesus Neto em 1951, exibe, através de sua arquitetura, os tradicionais traços das igrejas orientais; com exuberantes pinturas retratando passagens bíblicas; conta com algumas raras peças - como os chamados "Santos Ícones" - que retratam o "Cristo Todo Poderoso" - Cristo Pantokrator - e a "Mãe de Deus" - Theotokos. Exemplos raros, únicos na cidade.
Marcadores: igrejas, Paraíso, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 23:27 | permalink |
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23/01/2007
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Basílica do Carmo
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Projetada pelo polonês Georg Przyrembel e erguida em 1934, a basílica situada na rua Martiano de Carvalho, na Bela Vista, conta com seu frontão em arenito, e elementos de referência barroca.
Um tesouro da arquitetura religiosa da cidade, abriga verdadeiras preciosidades, como o altar da igreja original, de 1594, onde pode-se vislumbrar uma imagem de Nossa Senhora, datada de 1766.
Seus vitrais são de autoria de Conrado Sorgenicht, que também executou os presentes no Teatro Municipal e no Marcado Central, e as pinturas do teto são de Túlio Mugnaini.
Ainda que aparentemente em ótimo estado de conservação, o arenito presente na construção merece uma atenção especial no que refere a sua preservação, pois já ficam nítidos em alguns pontos sinais da degradação ocasionada pela ação do tempo, poluição, chuvas, e por quê não, nosso - infelizmente - corriqueiro jeito paulista de cuidar do patrimônio histórico-cultural.
Marcadores: Bela Vista, Bixiga, igrejas, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 21:59 | permalink |
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29/12/2006
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Santa Generosa
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Tímida, próximo do viaduto que leva seu nome, no Paraíso - bem no início da Bernardino de Campos, no sentido da Paulista, a paróquia de Santa Generosa está ali presente desde 1924; o atual prédio data de 1970, segundo painel de azulejos que indica todas suas fases, localizado junto da entrada do templo.
Marcadores: igrejas, Paraíso, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 08:48 | permalink |
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19/12/2006
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Catedral Metropolitana Ortodoxa
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Com as obras iniciadas em 1940 e inauguração em 1956, na altura do número 1515 da Rua Vergueiro, podemos apreciar o mais importante templo da Igreja Católica Ortodoxa Antiquina do Brasil, a Catedral Metropolitana Ortodoxa.
Nítido e bem conservado exemplo de construção arquitetônica bizantina, é um dos maiores e mais belos templos ortodoxos do mundo; projetada pelo engenheiro Paulo Taufick Camasmie, é uma réplica em tamanho reduzido - 1 para 12 aproximadamente - da Catedral de Santa Sofia, em Istambul, na Turquia.
A decoração interna ficou a cargo de Joseph Trabulsi, artista escolhido pelo Rei Faruk do Egito, e pintores russos especialmente contratados para a realização desta obra-prima da paulicéia.
Marcadores: igrejas, Paraíso, século XX, templos
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| Publicado por Adriano Vieland às 10:51 | permalink |
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28/11/2006
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Colégio Santo Agostinho
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Nunca havia me atentado pelo conjunto que constitui o Colégio Santo Agostinho, até uma manhã de sábado, seis anos atrás.
Naquele dia, enquanto aguardávamos uma apresentação teatral na qual minha irmã iria participar - no Centro Cultural São Paulo - eu e meu avô estávamos conversando quando ele chamou minha atenção, dizendo que bem ali, onde hoje temos a estação Vergueiro do metrô, era o ponto exato em que ele tinha que saltar do bonde para ir ao dentista, que ficava próximo do referido colégio.
Disse ele que era muito bom ver que a região, apesar de todas as mudanças, contava ainda com a simples e bela igreja do Colégio Santo Agostinho e sua imponente torre, que então em sua infância e adolescência, era visível de diversos pontos da cidade, e tinha seu relógio como referência.
É bem provável que, passando pela Rua Vergueiro ou na Avenida 23 de Maio - na altura do Centro Cultural São Paulo - você já tenha também visto a torre.
O terreno onde foi erguido o colégio dos Agostinianos fica no alto do antigo Morro Vermelho, colina vizinha ao então Rio Itororó, hoje canalizado sob a Avenida 23 de Maio; o local foi adquirido em 10 de novembro de 1906, tendo a construção do colégio aprovada pelo Conselho Vice-Provincial em 1929, com obras sendo iniciadas em 1930 e autorização de funcionamento liberada pela Diretoria Geral de Ensino em 1931.
Marcadores: Centro, igrejas, Liberdade, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 11:12 | permalink |
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27/11/2006
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Capela dos Aflitos
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Solitária, esquecida, escondida; uma construção ímpar, exemplo único na megalópole, templo de inimaginável valor para nossa violentada memória urbana, é um delicado suspiro em busca de resistência. Situada num dos poucos becos aqui ainda existentes, se faz presente desde 1774 a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, ou simplesmente, a tímida "Capela dos Aflitos".
Sua origem está ligada ao Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público da cidade, e que era voltado ao sepultamento dos menos favorecidos, como pobres, indigentes, escravos e muitos dos que foram, entre os séculos XVIII e XIX, sentenciados à forca; o local das execuções ficava bem próximo, a poucos metros, no Largo da Forca, atual Praça da Liberdade.
Dentre os sentenciados, o mais famoso foi Francisco José das Chagas - "Chaguinhas", como era conhecido; sua morte, em 1821, causou comoção junto a opinião pública da época, pois durante sua execução, foi somente na terceira tentativa que a corda resistiu, não se partindo.
A fé daqueles que acompanhavam as tentativas foi posta a prova, e muitos protestaram a favor do condenado, gritando que as cordas arrebentadas nas duas primeiras tentativas eram mensagens de Deus contra a execução imposta pelos homens. Gritavam por "liberdade". O fato criou um sentimento de misticismo envolvendo o local da forca, e de devoção em torno de Chaguinhas.
Com a inauguração do Cemitério da Consolação, em 1858, o Cemitério dos Aflitos foi desativado, e mesmo sob protestos, seu terreno foi loteado, sendo conservado somente o local onde se tem o beco. Tal loteamente permitiu a construção de diversos prédios, que vieram a sufocar a capela, que a partir de então sofreu, não apenas com o esquecimento, mas com diversas má sucedidas tentativas de reforma, causando em parte sua descaracterização.
Ainda que com um aspecto beirando a degradação, num local pouco iluminado, claustrofóbico, abriga tesouros, como um raro sacrário do início do século XVIII, e uma imagem de Santo Antônio de Categeró.
Seria uma atitude digna elevar a importância da capela, restaurando-a, e talvez construindo algum tipo de jardim ou boulevard por toda a extensão do beco, com a finalidade de se evitar a entrada de veículos - é horrível constatar que a rua serve de estacionamento durante os finais de semana, e tem sua via convertida em muitas oportunidades à banheiro público.
Marcadores: abandono, Centro, curiosidades, igrejas, Liberdade, século XVIII
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12/11/2006
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Quase seis
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Em sua corrida pelo Centro, note, nem que por alguns segundos cronometrados, o mais famoso relógio da cidade, no Mosteiro de São Bento.
Um tesouro mecanimente preciso que permite, a cada quarto de hora, ouvirmos, ao comando dos anjos da torre, o soar do carrilhão de sinos alemães - são seis ao todo - de variados tamanhos, sendo que o maior pesa 5 toneladas, e tem 2 metros de altura.
Até o surgimento dos relógios de cristal de quartzo, era considerado o mais preciso da metrópole, referência aos acertos dos 'tic-tacs' dos transeuntes. Desde sua inauguração, em 1921, parou apenas uma única vez - uma pane momentânea - na década de 60.
Marcadores: Centro, cotidiano, igrejas, Largo de São Bento, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 13:11 | permalink |
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07/11/2006
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Consolatrix-afflictorum-ora-pro-nobis
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Foi em 1799 que a Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e São João Batista idealizou a construção de uma primeira capela, a beira da trilha - atual Rua da Consolação - que levava à concentração indígena situada onde hoje existe o bairro de Pinheiros. O local, então isolado, era propício ao tratamento de doentes acometidos pelo mal de Hansen (lepra), um dos objetivos primordiais da irmandade.
A construção original, em taipa, deu lugar em 1907 ao atual templo, com sua respeitável torre de 75 metros de altura, e caracterizado por elementos góticos e românicos, cujo projeto é de autoria de Maximiliano Hell - o mesmo responsável pelo projeto da Catedral da Sé, vitrais da Casa Conrado Sorgenicht e pinturas de Benedito Calixto e Oscar Pereira da Silva.
São justamente as pinturas internas que notamos carecer de mais atenção; o teto, em alguns pontos, está descascando e com marcas de infiltração, mas é claro que por ser um marco da cidade, certamente os orgãos competentes estarão providenciando para o quanto antes as respectivas manutenções e processos de restauro - pelo menos é isso que esperamos.
Marcadores: Centro, Consolação, igrejas, século XX
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| Publicado por Adriano Vieland às 10:13 | permalink |
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22/10/2006
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A capela
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Domingo de manhã, feira tradicional na Praça da Liberdade. Num retrato rápido, corrido, voltado para o lado direito do caminho que leva à Rua dos Estudantes, o detalhe da grade de proteção à Capela da Santa Cruz das Almas dos Enforcados, de 1891.
Revitalizada - não faz muito tempo - e mantendo seu aspecto sóbrio, é sempre lembrada por aqueles que oram às almas, e respeitam o triste legado de um passado sombrio da região onde a capela está localizada - Ali existiu o Largo da Forca, assunto para um próximo dia.
Marcadores: Centro, detalhes, igrejas, Liberdade, século XIX
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| Publicado por Adriano Vieland às 14:20 | permalink |
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04/10/2006
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Vigília contínua
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Numa manhã nublada, nota-se que discretamente, do outro lado da praça, Nossa Senhora observa de modo atento e centrado ao ininterrupto e caótico movimento da Praça da Sé, sua catedral, o Marco Zero, seus visitantes, moradores, perdidos e adoradores.
A pequena estátua ergue-se na frente de um verdadeiro tesouro esquecido, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Rangel Pestana, 230, junto das praças Clóvis Bevilaqua e da Sé.
Histórica, praticamente engolida pelo edifício da Secretaria da Fazenda, a igreja sofreu incontáveis obras e mudanças estruturais desde sua inauguração, no ano de 1632.
É perceptível a necessidade por restauros, limpeza e revitalização; trata-se de uma relíquia de nosso patrimônio histórico - comparável as mais belas construções barrocas de Ouro Preto. Entre suas marcantes caractéristas, estão as paredes de taipa original, sua torre (que data de 1900), e seu interior, onde pode-se contemplar um raro exemplar de altar de madeira, do século XVIII em estilo rococó, imagens sacras vindas de Portugal no século XIX, e um órgão de 1930 em pleno funcionamento.
De autoria de Pedro Alexandrino, o painel presente no teto data de 1890, e do frei Jesuíno do Monte Carmelo são as pinturas do forro da capela e dos 24 beatos presentes no coro, que são de 1798. Realmente vale uma visita.
Marcadores: Centro, igrejas, patrimônio histórico, Sé, século XVII
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| Publicado por Adriano Vieland às 09:01 | permalink |
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